domingo, 17 de janeiro de 2010

Abraços...




Harry e eu, estamos falando de abraços, parece que ele simplesmente adivinhou que eu estava precisando de alguns *-*
Mas no entanto continuamos só falando sobre abraços...
Em como abraços são bons!
Harry poderia abraçar-me.
Seria bom!
Abraços são com certeza muito gostosos e confortantes, mas como eu disse ao Harry:
- Nada como o abraço de quem agente gosta.
E ele afirmou.

Seria bom, ainda sentir aqueles braços, eu realmente me sentia protegida, era melhor que qualquer palavra, qualquer frase, beijo ou promeça!

Seria bom, sentir-me protegida novamente.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Poema de Vinicius...

Receita de mulher
As muito feias que me perdoem
Mas beleza é fundamental. É preciso
Que haja qualquer coisa de flor em tudo isso
Qualquer coisa de dança,
qualquer coisa de haute couture
Em tudo isso (ou então
Que a mulher se socialize
elegantemente em azul,
como na República Popular Chinesa).
Não há meio-termo possível. É preciso
Que tudo isso seja belo. É preciso
que súbito tenha-se a
impressão de ver uma
garça apenas pousada e que um rosto
Adquira de vez em quando essa cor só
encontrável no terceiro minuto da aurora.
É preciso que tudo isso seja sem ser, mas
que se reflita e desabroche
No olhar dos homens. É preciso,
é absolutamente preciso
Que seja tudo belo e inesperado. É preciso que
umas pálpebras cerradas
Lembrem um verso de Éluard e que se acaricie nuns braços
Alguma coisa além da carne: que se os toque
Como no âmbar de uma tarde. Ah, deixai-me dizer-vos
Que é preciso que a mulher que ali está como a corola ante o pássaro
Seja bela ou tenha pelo menos um rosto que lembre um templo e
Seja leve como um resto de nuvem: mas que seja uma nuvem
Com olhos e nádegas. Nádegas é importantíssimo. Olhos então
Nem se fala, que olhe com certa maldade inocente. Uma boca
Fresca (nunca úmida!) é também de extrema pertinência.
É preciso que as extremidades sejam magras; que uns ossos
Despontem, sobretudo a rótula no cruzar das pernas,
e as pontas pélvicas
No enlaçar de uma cintura semovente.
Gravíssimo é porém o problema das saboneteiras:
uma mulher sem saboneteiras
É como um rio sem pontes. Indispensável.
Que haja uma hipótese de barriguinha, e em seguida
A mulher se alteie em cálice, e que seus seios
Sejam uma expressão greco-romana, mas que gótica ou barroca
E possam iluminar o escuro com uma capacidade mínima de cinco velas.
Sobremodo pertinaz é estarem a caveira e a coluna vertebral
Levemente à mostra; e que exista um grande latifúndio dorsal!
Os membros que terminem como hastes, mas que haja um certo volume de coxas
E que elas sejam lisas, lisas como a pétala e cobertas de suavíssima penugem
No entanto, sensível à carícia em sentido contrário.
É aconselhável na axila uma doce relva com aroma próprio
Apenas sensível (um mínimo de produtos farmacêuticos!).
Preferíveis sem dúvida os pescoços longos
De forma que a cabeça dê por vezes a impressão
De nada ter a ver com o corpo, e a mulher não lembre
Flores sem mistério. Pés e mãos devem conter elementos góticos
Discretos. A pele deve ser frescas nas mãos, nos braços, no dorso, e na face
Mas que as concavidades e reentrâncias tenham uma temperatura nunca inferior
A 37 graus centígrados, podendo eventualmente provocar queimaduras
Do primeiro grau. Os olhos, que sejam de preferência grandes
E de rotação pelo menos tão lenta quanto a da Terra; e
Que se coloquem sempre para lá de um invisível muro de paixão
Que é preciso ultrapassar. Que a mulher seja em princípio alta
Ou, caso baixa, que tenha a atitude mental dos altos píncaros.
Ah, que a mulher dê sempre a impressão de que se fechar os olhos
Ao abri-los ela não estará mais presente
Com seu sorriso e suas tramas. Que ela surja, não venha; parta, não vá
E que possua uma certa capacidade de emudecer subitamente e nos fazer beber
O fel da dúvida. Oh, sobretudo
Que ela não perca nunca, não importa em que mundo
Não importa em que circunstâncias, a sua infinita volubilidade
De pássaro; e que acariciada no fundo de si mesma
Transforme-se em fera sem perder sua graça de ave; e que exale sempre
O impossível perfume; e destile sempre
O embriagante mel; e cante sempre o inaudível canto
Da sua combustão; e não deixe de ser nunca a eterna dançarina
Do efêmero; e em sua incalculável imperfeição
Constitua a coisa mais bela e mais perfeita de toda a criação inumerável.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Friday I'm Love ♥


Eu não me importo se Segundas são tristes
Terças são cinzas e Quartas também
Quinta eu não me importo com você
É Sexta-Feira eu estou apaixonado

Segunda-Feira você pode despedaçar-se
Terças, Quartas quebram meu
Quinta não devia nem começar
É Sexta-Feira eu estou apaixonado

Sábado espero
E os domingos sempre chegam muito tarde
Mas Sexta nunca hesite...

Eu não me importo se as segundas são negras
Terça, Quarta ataque do coração
Quinta nunca olhe para trás

É Sexta-Feira eu estou apaixonado


Segunda você pode por sua cabeça no lugar
Terça, Quarta fico na cama
Oh Quinta, assista às paredes
É Sexta-Feira eu estou apaixonado

Sábado espero
E os Domingos sempre chegam muito tarde
Mas Sexta nunca hesite...

Vestido para encher os olhos
É uma maravilhosa surpresa
Ver seus sapatos e a ascensão de seu espírito
Jogando fora sua carranca
E somente sorrindo ao som
E tão sagaz como um grito
Girando, rodando e rodando
Sempre dê uma grande mordida
É uma visão tão deslumbrante
Ver você comer no meio da noite
Você nunca pode ter o bastante
O bastante desta coisa
É Sexta-Feira
Eu estou apaixonado


Eu não me importo se Segundas são tristes
Terças são cinzas e Quartas também
Quinta eu não me importo com você
É Sexta-Feira
Eu estou apaixonado

Segunda-Feira você pode despedaçar-se
Terças, Quartas quebram meu coração
Quinta não devia nem começar
É Sexta-Feira
Eu estou apaixonado


domingo, 27 de setembro de 2009

O Poeta do Mar

Enganei-me, supondo que, de altiva,
Desdenhosa, tu vias sem receio
Desabrochar de um simples galanteio
A agreste flor desta paixão tão viva.


Era segredo teu? adivinhei-o;
Hoje sei tudo: alerta, em defensiva,
O coração que eu tento e se me esquiva
Treme, treme de susto no teu seio.


Errou quem disse que as paixões são cegas;
Vêem...Deixam-se ver...Debalde insiste;
Que mais defendes, se tua alma entregas?


Bem vejo ( vejo-o nos teus olhos tristes)
Que tu, negando o amor que em vão me negas,
Mas a ti mesma do que a mim resistes.


[Vicente de Carvalho]



*-*

 Muitas questões do Vestibular 2010 foram sobre O Poeta do Mar, gostei muito desse soneto é muito bunito. 
Passei no Vestibular da FMU, agora é só estudar para passar no SENAI e na UNICSUL.
Queria prestar o curso na Liberdade (Oh, eu não ia sair de lá, que sonho) embora a Unisul fique quase do lado de casa.






PS.É como se as coisas estivessem todas fora do lugar e de repente como diz o Poeta, não mais que, de repente...
Tudo se coloca em seu lugar!
...Principalmente minha cabeça  ^^'


sábado, 19 de setembro de 2009

T de Ternura







  
Vontade mesmo...(?)'
É ir para cama dormir :p



Alguns livros são extremamente importantes, como se fossem escritos só para que eu pudesse ler, como aquela tatuagem, que só tem significado para quem a tem no corpo. Aquele livro que não sai debaixo do meu traveseiro, que continua lendo para mim quando pego no sono depois de muita briga.
Sabe mesmo do que sinto falta
Deitar a cabeça no colo da prima e ouvir ela ler para mim, era coisa certa, ela gostava de ler, gostava muito mesmo, e eu gostava do colo dela e de ficar ali ouvindo história que nem criança, as vezes lia até o diário e chegavamos a chorar juntas as mágoas e as saudades do Tio João, do sorriso, do jeito que ele arrancava sorrisos de mim, quando eu queria ficar num canto triste, aliás perto dele não tinha tristeza, só alegria, sinto falta dele, escutar Legião Urbana, ver um potinho de palmitos lembra o Tio João, cortar cebola, aiii como lembra o Tio, ele dizia ''Garota tá jogando a cebola toda fora'' e juro que eu morria de rir.

Que coisa...Assuntei, voltando a prosa sobre os livros...
Tem aqueles livros que você lê uma vez, duas , três, que fica com a história na cabeça, as frases, os treixinhos mais emocionantes...imagina como foi dita, com que expressão, em que lugar e tempo, gruda no pensamento e não quer mais soltar.

E tem aqueles livros que indicam outros, que contam os segredos do outro, que faz com que você se sinta intimidado a ler o outro citado. E esse mês tive que ler ''Vidas Secas'' de Graciliano Ramos, primeiro eu resmunguei bastante, querendo ler só o resumo, todo livro que a Professora passava...Eu não achava bom. Deveria ser mais por querer contrariar a Dona Querida mesmo, será? Admito que desse eu gostei.
Minha mãe disse:
- Livro mais triste e confuso esse, não gostei.
E eu defendi:
- Ah mãe, é uma história sofrida, bem realista, eu gostei!
- Que coisa - disse ela com uma cara nada boa - não gostei mesmo.
- Nem todo livro tem que ter final feliz mãe...E eles viveram felizes para sempre (?)' Alguns simplesmente tende mostrar a realidade, que acontece por ai com as pessoas, os sentimentos que as vezes agente acha que só quem sente é agente.
Só não entendi porque ela deu risada, mas tudo bem .__.'
 .
Irei mostrar uns treichinhos de alguns que não saem da cabeceira da cama:

Ana e Pedro - (Esse ganhei da Ana Paula, antiga professora de Literatura)

   ...Não vou dizer que o coração bateu apressado e algumas lágrimas surgiram nos olhos. Não vou dizer que quis gritar seu nome pelas ruas, contar para Clara nossa correspondência, abrir com a turma e até beber cerveja.
   Derepente senti a mesma emoção de um gol, um gosto de picolé na boca e a promessa de festa de aniversário.  
.

Ninguém acredita que meu nome é de verdade. Quando eu era pequena brincava de faz-de-conta, brincava de Ana T.  todo mundo achava que eu era de mentira.
Ando querendo outras brincadeiras. Sei que sou de verdade, que sonho e fico triste.
Sei principalmente que te amo.♥ 
Te imaginei vermelho, tímido e quis estar perto, te olhando fundo nos olhos e dizendo: ''Te gosto''.

.


Beijo Azul no céu da Boca - (Foi presente da Bia)
Chico Buarque se escuta,
Mariana volta no justíssimo momento em que ela canta ''Não se afobe não / Que nada é pra já / O amor não tem pressa / Ele pode esperar..., para diante da sua platéia e revela aos seus leitores:
- Agora sei o que é vida. Vi de perto a beleza e a feiúra. Chorei. Sofri. Cresci por dentro. Agora sei também o que é uma constelação de beijos azuis no céu da boca! ...
Agora posso juntar o que sobrou de mim e me fazer toda MAR, totalmente ANA, apaixonadamente MARIANA...E dizer como dizia aquele poeta português que também subia nos próprios versos para ver o mar: navegar é preciso, mas viver... é impreciso!

Vidas Secas - (Para prova de literatura, ganhei da Mãe
A refeição de muitos sertanejos é um momento de sacrificio, mas que os mantem vivos.






Rubem Braga -

Não é a lenha do fogo, é toda a minha fragata velha que estala de popa a proa, e vai partir no mar de chuva. Dentro, leva cálidos corações. É um cor-de-rosa numa delicadeza de guache.



quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Deny L


Como faz?

Deny diz:
"You say 'I love you', you need instructions?"
"Você diz...
'Eu te amo', você precisa de instruções?  ''





Filosofias de Deny L pub!

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Mito de Prometeu e Epimeteu

Era uma vez um tempo em que os DEUSES já existiam, mas os mortais, ainda não. Quando chega o tempo marcado pelo destino para o seu nascimento, os DEUSES então modelam as criaturas no interior da Terra, com uma mistura de terra, FOGO e de todas as substâncias que se podem combinar com o FOGO e com a terra.

No momento de trazer as criaturas à luz, os DEUSES ordenaram a Prometeu e seu irmão gêmeo Epimeteu, que distribuíssem adequadamente entre as criaturas, todas as qualidades as quais devessem ser providas.

Epimeteu pediu então a Prometeu, que lhe deixasse o cuidado de fazer ele mesmo a distribuição. Quando terminado, Prometeu faria a inspeção da obra realizada. Dada a permissão, Epimeteu começou a trabalhar. Nessa distribuição, Epimeteu dá a alguns a velocidade, a força a outros, de forma que o fraco seria ágil e rápido para compensar sua debilidade, e o lento assim, seria forte para que pudesse se defender. A alguns ele concede armas, e para outros cuja natureza é desarmada, inventa alguma outra qualidade para que pudesse garantir a sua salvação. Faz enfim a distribuição, de forma que as raças possam não desaparecer.

Depois de as ter premunido adequadamente contra as destruições recíprocas, ocupou-se então Epimeteu de defendê-las contra as intempéries que vem de Zeus, revestindo as criaturas com pelos espessos ou peles grossas, abrigos contra o frio, e também abrigos contra o calor. Calçou uns com cascos, outros com couros maciços, e assim por diante. Providenciou alimentação distinta para todos: ERVAS para uns, raízes para outros, etc. A alguns atribuiu como alimento a carne de outros. A esses deu uma descendência pouco numerosa, e suas vítimas receberam como compensação, uma grande fecundidade, como salvação da sua espécie.

Epimeteu, que tinha uma sabedoria imperfeita, já tinha esgotado, sem perceber, todas as qualidades com os animais, esquecendo-se de reservar alguma coisa para prover o homem. Então, chega Prometeu para examinar o trabalho, e viu as outras raças equipadas e o homem nu, sem calçados, sem coberturas e sem armas. E tinha chegado o dia marcado pelo Destino, em que era preciso que o homem saísse da TERRA e viesse para a luz.

Diante dessa dificuldade, Prometeu não sabia que meio de salvação poderia encontrar para o homem. Decidiu então roubar de Héfesto a habilidade com o fogo, e de Atena a inteligência, para então dá-los aos homens como forma de defender a sua vida.

Foi assim que o homem recebeu a posse das artes úteis à vida, mas não foi agraciado com a política, pois essa pertencia a Zeus, o deus supremo.

Prometeu não ousou voltar ao Olimpo para tentar colher a política junto ao poderoso rei dos deuses. Mesmo assim Prometeu foi descoberto e acusado de roubo, sendo condenado a ficar eternamente amarrado em cima de um penhasco, onde um abutre comeria o seu fígado durante o dia, e durante a noite ele se regeneraria, repetindo-se dia após dia, num castigo eterno.

O homem, portanto, era a única parte da criação que possuía uma parte divina, e por isso foi o único dos animais a honrar os deuses, construindo altares e templos para eles, e a fazer oferendas e sacrifícios em sua honra.

Devido à inteligência que fora roubada de Atena, o homem desenvolveu uma linguagem com palavras articuladas, aprendeu a construir habitações, as roupas, os calçados, a cultivar a terra, etc.

Mas não havia nenhuma cidade, vivendo os homens dispersos, de forma que eram presas fáceis para os animais mais fortes. Sua inteligência era ineficaz na guerra, pois não possuíam a arte da política, da qual a guerra e parte.

Procuraram então se reunir em cidades, para que pudessem se proteger, mas uma vez juntos, os homens lesavam-se mutuamente, pois não possuíam a arte da política, fazendo com que se dispersassem ou morressem.

Zeus, temeroso por nossa espécie ameaçada de extinção, e com isso perderia-se os altares e as oferendas, ordenou a Hermes, o mensageiro divino, a distribuir a todos os homens indistintamente, a justiça e o pudor.

A justiça para que se faça as leis, e o pudor para que as leis sejam respeitadas. Zeus ordenou ainda que todo aquele que não fosse capaz de compartilhar do pudor e da justiça, deveria ser eliminado da sociedade, pois seria um flagelo a ela. Nascia a política.


Epimeteu em grego significa "o que pensa depois", e Prometeu "o que pensa antes"